terça-feira, 4 de junho de 2013

ESCOLA DA VIDA

Que um dia...
A escola fosse o lugar que tanto precisássemos.
Que nos desse a formação correta para a realidade que enfrentaríamos no futuro, mas que nos deixasse enfrentá-lo apenas na hora que chegasse, deixando-nos ser criança e aproveitar nossa infância.
Nos ensinasse a ouvir muito, mas muito mais do que falar, e falar na hora correta a palavra boa, a palavra que cura e não a que fere.
Nos ensinasse a compartilhar e cooperar. E que os pés foram feitos para sentir o chão e correr em direção ao que nos cala o coração e não para pisar em cima dos outros, quaisquer outros.
Fosse a escola o lugar onde aprenderíamos sobre o respeito à tudo que existe, inclusive e principalmente às plantas, os bichos, as pedras, pois o respeito é mais difícil na diferença que na semelhança.
Lugar onde aprendêssemos a fazer tudo com prazer, até amarrar os cadarços de nossos sapatos, mesmo que não tenhamos sapatos, e queiramos andar descalços o tempo todo, pois todas as partes de nosso corpo e alma foram feitos para sentir o mundo.
Talvez ai...
Nem tivesse nome de Escola.
Chamaríamos, também, de VIDA.
E, formados nesta instituição, poderíamos ensinar a todos que vem depois.
Cumprindo enfim, a verdadeira missão que é única e de todos ao mesmo tempo.